EU TE CONTO NUM CAFÉ: UMA CONVERSA PARA NÃO JOGAR A VIDA FORA
A terceira cadeira está vazia: escritor fluminense transforma conversa em cafeteria em convite para refletir sobre a vida
Em Eu te conto num café: uma conversa para não jogar a vida fora, Luiz Guilherme Chagas Monteiro reúne literatura, filosofia e cosmovisão cristã em um diálogo sobre identidade, propósito e as grandes perguntas da existência
Há uma mesa, três cadeiras e uma conversa. Duas estão ocupadas. A terceira permanece vazia.
É a partir dessa imagem que o escritor fluminense Luiz Guilherme Chagas Monteiro constrói Eu te conto num café: uma conversa para não jogar a vida fora, obra que transforma o ambiente aparentemente cotidiano de uma cafeteria em cenário para uma conversa sobre algumas das perguntas mais antigas da humanidade.
Quem somos? Por que estamos aqui? O propósito da vida é algo que construímos ou algo que precisamos descobrir? Somos realmente livres? E, afinal, existe uma verdade capaz de sustentar as respostas que damos a essas perguntas?
No livro, essas questões surgem no diálogo entre Isaque, um escritor, e Rebeca, uma artesã. Entre cafés, perguntas, discordâncias e descobertas, os dois percorrem temas relacionados à identidade, propósito, liberdade, verdade, natureza humana e Deus.
Mas existe um terceiro personagem que não aparece da maneira convencional.
É o próprio leitor.

A cadeira que pertence a quem lê
A terceira cadeira permanece vazia durante a narrativa por uma razão. Ela funciona como um convite simbólico para que o leitor se sente à mesa e participe da conversa.
Em vez de simplesmente acompanhar as ideias de Isaque e Rebeca à distância, quem lê é provocado a formular suas próprias respostas.
A proposta ajuda a explicar a estrutura de uma obra que não pretende apenas contar uma história, mas criar uma experiência de diálogo.
“A terceira cadeira sempre pertenceu ao leitor”, explica Luiz Guilherme. “Eu queria que ele tivesse a sensação de que não está observando uma conversa de fora. Ele está sentado à mesa. As perguntas feitas ali também são dirigidas a ele.”
Essa escolha transforma a cafeteria em algo maior do que um cenário.
Ela se torna um espaço de encontro.
Do céu ao mar, do mar ao café
A narrativa está organizada simbolicamente em três movimentos: O Céu, O Mar e O Café.
O céu representa o território das grandes perguntas, aquelas que acompanham o ser humano quando ele tenta compreender quem é e qual o sentido de sua existência.
O mar representa a travessia da vida, com suas escolhas, incertezas e mudanças de direção.
O café é o lugar do encontro.
É quando algumas das perguntas levantadas ao longo da jornada começam a encontrar respostas.
Essa estrutura também traduz uma das características centrais da obra: temas complexos são apresentados por meio de uma conversa cotidiana.
Em vez de um tratado filosófico ou teológico, o leitor encontra duas pessoas sentadas diante de uma xícara de café, a desfrutarem de uma pausa da rotina diária.
Literatura e cosmovisão cristã
Ao longo da conversa, diferentes formas de compreender o ser humano e a realidade entram em cena.
Questões filosóficas e existenciais são confrontadas com a cosmovisão cristã, que ocupa papel central na construção do livro.
A obra não esconde essa perspectiva.
Pelo contrário, parte dela para discutir temas que ultrapassam o ambiente religioso e fazem parte da experiência humana: a busca por identidade, a necessidade de propósito, a origem dos conflitos do coração e o desejo de encontrar sentido para a própria existência.
Nesse percurso, Eu te conto num café conduz o leitor por uma macrovisão bíblica da história humana, passando pelas ideias de criação, queda, redenção e restauração.
A pergunta que atravessa o livro não é apenas “em que você acredita?”, mas algo anterior:
De que fonte vêm as respostas nas quais você acredita?
Uma cafeteria real por trás da ficção
Embora Isaque e Rebeca sejam personagens literários, o ambiente que inspirou a narrativa existe.
A cafeteria do livro nasceu da experiência do autor com a Fiño House Cafeteria, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.
O ambiente acolhedor, as conversas ao redor das mesas e o ritual de parar por alguns minutos diante de uma xícara ajudaram a fornecer a atmosfera para a narrativa.
Não por acaso, o café ganhou importância simbólica na obra.
Em uma época marcada pela velocidade, pelas telas e por respostas instantâneas, o livro propõe justamente o contrário: sentar, conversar, ouvir e pensar.
Uma nova etapa na trajetória do escritor
Nascido em Niterói, Luiz Guilherme Chagas Monteiro construiu sua trajetória profissional longe do circuito literário tradicional antes de se dedicar com maior intensidade à escrita.
Passou pela formação militar na EPCAR e, em parte, na Academia da Força Aérea, atuou como oficial de radiocomunicações na Marinha Mercante e trabalhou posteriormente na Petrobras, onde desenvolveu atividades relacionadas à conformidade legal em plataformas.
Depois da aposentadoria, a escrita ganhou espaço cada vez maior em sua vida.
Antes de Eu te conto num café, Luiz Guilherme publicou Socorro! Eu Preciso me Conhecer!, obra voltada às questões sobre autoconhecimento.
No novo livro, entretanto, a pergunta sobre conhecer a si mesmo é levada para outro território.
Se para descobrir quem somos precisamos olhar para dentro, surge inevitavelmente uma questão ainda maior:
o ser humano é suficiente para explicar a si mesmo?
É nesse ponto que a conversa entre Isaque e Rebeca ganha profundidade.
Quando o livro termina, a conversa continua
Eu te conto num café foi concebido para que a última página não represente necessariamente o fim da experiência.
A expectativa do escritor é que as perguntas permaneçam.
Talvez algumas respostas também.
Por isso, a imagem da terceira cadeira se tornou o símbolo central da obra.
Ela permanece vazia até que alguém aceite o convite.
E talvez seja justamente essa a provocação que Luiz Guilherme deseja deixar aos leitores:
há livros que contam uma história. Outros colocam uma cadeira diante de nós e perguntam qual história estamos contando para explicar a própria vida.
Em Eu te conto num café, Isaque e Rebeca já estão à mesa.
A terceira cadeira continua esperando.
Sobre o autor
Luiz Guilherme Chagas Monteiro é escritor fluminense, natural de Niterói, e atualmente reside em São Gonçalo. É autor de Socorro! Eu Preciso me Conhecer! (2022) e Eu te conto num café: uma conversa para não jogar a vida fora (2026). Em sua produção literária, aborda temas relacionados à identidade, propósito, autoconhecimento, cosmovisão cristã e às grandes perguntas da existência.

Instagram: @luizguilhermescritor
Livro: Eu te conto num café: uma conversa para não jogar a vida fora
Disponibilidade:
Amazon:
https://www.amazon.com.br/dp/6582817078
UmLivro:
https://loja.umlivro.com.br/eu-te-conto-num-cafe–uma-conversa-para-nao-jogar-a-vida-fora-8463513/p
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https://www.estantevirtual.com.br/livro/eu-te-conto-num-cafe-QW6-5314-000-BK
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